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25 de Julho de 2008
Fórmula 1

Nelsinho foi Massa

Esse é, sem sombra de dúvidas, um campeonato que não tem como fazer qualquer previsão de quem será o campeão. Graças a Deus!

Toda prova somos surpreendidos, seja ela provocada pelos pilotos, pelos seus bólidos, pelo clima, pela temperatura e etc.

- Opa, peraí meu que conversa é essa? Sempre foi assim, não foi?

Está certo, mas na era Schumacher isso não acontecia com a freqüência em que acontece hoje, apesar de todos esses ingredientes existirem.

- E daí?

Bom, e daí que, com o perdão aos torcedores do alemão, a F1 ganhou muito em emoção depois de sua aposentadoria.

Foi um GP que parecia fadado à monotonia tamanho era o domínio do Hamilton com sua rapidíssima McLaren. Ainda bem que apenas parecia. Com a intervenção do safety car em função do forte acidente de Timo Glock na volta 36 a corrida tomou novos ares.

Primeiro com a mancada da McLaren que não chamou o Lewis para o pit enquanto a maioria o fez. Resultado, o Hamilton teve que fazer mais uma parada voltando em quinto e tendo que fazer uma prova alucinante e arriscada para recuperar a primeira posição e vencer.

Segundo foi a estratégia que o Nelsinho escolheu de uma parada que lhe proporcionou a oportunidade única de sair do fundão e ficar entre os primeiros. Que o Nelsinho teve sorte, não tenho dúvidas, mas também teve competência para se manter a frente de carros melhores e sem cometer erros. E essa “vitória” veio na hora certa.

Terceiro foi o rendimento pífio da Ferrari. Não só tomou um baile da McLaren como não teve fôlego para chegar na limitada Renault, bom para o Nelsinho. A Ferrari se perdeu e vai ter que remar para poder vencer novamente. O que me parece é que o problema da Ferrari é mais estrutural do que técnico. Em um esporte onde os investimentos são milionários e os resultados são expressos em milésimos de segundo não é aceitável a equipe entregar pontos importantes por erros primários. Imaginem o que está rolando nos bastidores da Ferrari por melhores resultados.

Mesmo assim tivemos a grande alegria de ver novamente dois brasileiros no pódio, o que não acontecia havia 17 anos. A última vez que isso ocorreu foi em 91, GP da Bélgica, com a vitória do Senna e o terceiro lugar do Nelson Piquet pai. Eu me lembro dessa corrida e no final tínhamos uma chance de ter um pódio com três brasileiros. Isso porque quem chegou em segundo foi o Berger, de McLaren, e em quarto foi o Roberto Pupo Moreno, que era companheiro de equipe do Nelson Piquet na Benetton. Como o Berger era um cara que sempre quebrava eu torci muito por um pódio triplamente brasileiro.

Mas a grande pergunta é: Qual seria o pulo do gato da McLaren?

O principal assunto discutido no meio é o tal do Sistema Manual de Gerenciamento do Motor. O que seria isso? A grosso modo seria a possibilidade dos pilotos da McLaren alterarem o setup do motor manualmente de acordo com sua necessidade.

- Ué, mas isso já não existia nos outros carros da F1? Os pilotos não podem mudar o giro do motor para poupá-lo?

Sim, mas esse sistema é muito mais que isso! O piloto pode, por exemplo, alterar manualmente a tração do carro nas curvas de baixa velocidade.

- Eu sabia! A McLaren já está trapaceando.

Pelo contrário, é totalmente legal. Antes de o sistema ser usado a McLaren recebeu o aceite do Charlie Whiting. Afinal de contas todo mundo está de olho na McLaren depois do escândalo de espionagem do ano passado.

O engraçado de tudo isso é que o sistema foi implantado no GP da França! Só que, como isso não surtiu um efeito imediato não virou notícia. E não é só isso, houve várias melhorias aerodinâmicas que combinadas com esse sistema resultou em duas vitórias seguidas, Silverstone e Hockenheim e provavelmente vencerá na Hungria. Uma coisa é certa: no momento a Ferrari ficou para trás.

Publicada por Enio Oliveira em 25 de Julho de 2008 às 6:48 pmSem Comentários

8 de Julho de 2008
Fórmula 1

Prova dos Extremos

Meu irmão to chocado até agora! Que diabo de prova foi essa do Massa ??? O que será que realmente aconteceu? Só posso crer que houve um equívoco enorme no acerto do carro, só pode ser. Foram nada menos que cinco rodadas!

No final das contas o Massinha saiu no lucro, pois poderia ter sido muito pior. Para nós torcedores do esporte ficou fantástico! Agora temos três pilotos empatados com 48 pontos: Hamilton, Massa e o Ice. Isso só aconteceu 3 vezes nesses 58 anos de F1, a primeira foi na primeira temporada, década de 50. A segunda foi, curiosamente, na temporada passada: Alonso, Hamilton e Kimi saíram empatados com 22 pontos depois do GP do Bahrein.

O maior prejuízo, porém, acho que ficou com o Kubica que poderia sair de Silverstone como o novo líder isolado. Mas ainda assim está apenas dois pontos da tripla liderança, o que no final das contas ficou muito bom.Metade do campeonato e tudo igual, show de bola!

Mas o nome da prova foi, sem sombra de dúvida, Rubens Barrichello. Aliou a sua grande experiência, afinal de contas é o recordista atual em número de provas, e a sua comprovada habilidade de pilotar em piso molhado. Resultado, um terceiro lugar alcançado pilotando um limitado Honda.

Outro que realmente impressiona é o “Ice”. Pode ter azar, ser às vezes inconstante, mas o que anda rápido é uma coisa impressionante. Para se ter uma idéia essa foi a 6ª volta mais rápida - 31ª na carreira - em 9 provas. Com esse feito ele passa ser o 3º piloto com o maior número de voltas rápidas da história da F1, uma a mais que o Mansell e atrás apenas do Prost (40) e Schumacher (76). E tem mais, essas 6 voltas rápidas foram consecutivas. Isso quer dizer que se ele marcar a volta mais rápida em Hockenheim, ele quebrará o recorde estabelecido por Alberto Ascari na década de 50. O Ice é osso duro de roer, méritos para o Massa que luta de igual para igual.

Nelsinho vinha fazendo uma bela prova até rodar na volta 35 em função da aquaplanagem quando estava em 4º lugar, uma pena. Não se pode culpá-lo, afinal de contas quem não rodou nessa prova?

Hamilton, finalmente, fez as pazes com a vitória e só não foi perfeito em função de uma pequena saída de pista no meio do aguaceiro. Fez uma bela corrida e assumiu a liderança do campeonato diante da sua torcida.

Mas o que realmente importa é que a temporada continua totalmente aberta e mais atraente do que nunca. A tripla liderança, Hamilton, Massa e Raikkonen, 48 pontos, volta em parte a reeditar o duelo do ano passado, mas agora com a ameaçadora companhia de Kubica, 46 pontos e Nick Heidfeld, que agora tem 36 pontos.

Que venha Hockenheim, de preferência com chuva ;o)

Publicada por Enio Oliveira em 8 de Julho de 2008 às 7:08 pmSem Comentários