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28 de Outubro de 2008
Fórmula 1

Histórias, Lendas, Mistérios e Loucuras da Fórmula 1

Esta rolando na internet um maior “bafafá” sobre o mais recente livro do jornalista esportivo especializado em automobilismo, Lemyr Martins, intitulado “Histórias, Lendas, Mistérios e Loucuras da Fórmula 1″.

O Lemyr é um jornalista de grande experiência no ramo, cobre a F1 desde década de 70, da qual tenho o maior respeito e inclusive leio suas colunas no site da 4Rodas.

A polêmica toda está no fato do site Lancenet e o jornal escrito Lance! ter publicado a manchete “Por que Rubinho deixou Schumi passar”, em primeira página, relatando o suposto diálogo, via rádio, entre Rubens Barrichello e Jean Todt no fatídico GP da Áustria de 2002.

Não lembra do GP?

“Hoje não, Hoje não… Hoje sim? Hoje sim…”

Pois é, de fato o diálogo a primeira vista parece bastante fantasioso, porque não dizer bizarro, e meio sem nexo. Só que essa “suposta” conversa já tinha sido publicada na internet em um fórum chamado “Ferrarilist.com”, há mais de 6 anos, portanto. Na época ninguém levou a sério e trataram como piada. Agora, Ameaçar o Rubens de retirar sua cachorrinha “Lulu” com a mãe do piloto, Dona Idely, suplicando que ele entregasse a vitória, pois estava com medo, num local escuro e com “os pulsos doloridos” é muito difícil de acreditar.

Ao site Limão, o autor da obra detalhou como obteve a conversa: “Recebi na Inglaterra, de um técnico que trabalha na F-1 desde 1969. Ele teve acesso às transcrições da gravação e passou para mim. Sei que depois o diálogo foi parar na internet e virou motivo de chacota, mas confio na minha fonte.

Não sou jornalista, longe disso, e não tenho fontes ligadas ao automobilismo, mas aconteceu recentemente comigo algo interessante. Estava navegando pela internet vendo as notícias sobre automobilismo quando me deparei com a notícia que haveria, aqui em Brasília, um evento em que um carro de F1 percorreria as ruas da esplanada dos ministérios, o que de fato aconteceu. Só que a notícia era bem recente e vinha de uma fonte, pelo menos para mim bem confiável. Não tive dúvidas e publiquei em meu site no mesmo instante! O engraçado disso foi que comentei com as pessoas mais próximas sobre o assunto e as mesmas foram imediatamente no site da equipe que faria o evento e não viram nada sobre o assunto.

Não deu outra: “Não vi isso em lugar algum, como você sabe disso?”. Virei para a pessoa e disse: “Eu tenho uma fonte confiável e tenho certeza que é verdadeiro”. Ficou aquela dúvida no ar e algumas horas depois vários sites relatavam o mesmo assunto.

O que quero dizer com isso é que às vezes a notícia é verdadeira e às vezes não. Se esse relato é ou não verdadeiro eu não sei, mas quando um nome de peso relata uma notícia dessa natureza tem muito impacto.

Uma coisa é certa, se o Lemyr acredita piamente nesse fato então ele que segure as pontas porque do outro lado com certeza vai vir chumbo grosso.

Segundo o próprio Lancenet, Luca Colajanni, assessor da Ferrari, recebeu a notícia sobre o diálogo entre Barrichello e Todt aos risos.

“Como acontece até hoje, passei aquela corrida com os fones de ouvido, com acesso a toda comunicação via rádio da equipe. Posso assegurar que apenas três pessoas conversaram com Rubens Barrichello na prova: seu engenheiro Gabrielle Delli Colli, Ross Brawn e Jean Todt. A Ferrari também nunca teve um funcionário chamado Karl Scheister”, garantiu o assessor de imprensa.

Colajanni também disse que vai procurar uma cópia quando chegar ao Brasil para avaliar se a equipe vai tomar algum tipo de atitude quanto ao que foi publicado.

Agora é aguardar o desenrolar dos fatos e ver no que isso vai dar.

I See You Later

Publicada por Enio Oliveira em 28 de Outubro de 2008 às 12:06 amSem Comentários

22 de Outubro de 2008
Felipe Massa, Fórmula 1

Negócio da China

Para Hamilton, com o perdão do bordão, foi um negócio da China. Já para Massa foi… Um presente de grego. Foi uma corrida dura, no sentido de dura de engolir mesmo, que teve que depender do seu companheiro de equipe ceder a posição de segundo para livrar mais dois pontos e ainda assim ficar com a desvantagem de sete pontos para seu rival: 94 a 87.

Desde o treino de sexta-feira Hamilton se mostrava absoluto e não foi diferente no treino decisivo de sábado. Foi pole com folga. Na corrida não teve para ninguém, fez o que chamamos aqui no Brasil de barba, cabelo e bigode, ou seja, pole, melhor volta e vitória.

Resta agora apenas uma prova, dez pontos em jogo e uma diferença de sete pontos. Difícil? Sem dúvidas. Impossível? Certamente que não. Por mais que Hamilton se sinta seguro quanto ao título, sempre vai ficar aquela pulga atrás da orelha sobre o que aconteceu no campeonato do ano passado. Os mesmos sete pontos de vantagem sobre o piloto da Ferrari, que na ocasião era o Kimi, o mesmo circuito. Perdeu o campeonato por um pontinho e acabou voltando para casa com o vice.

Não podemos esquecer também que Hamilton reage diferentemente dependendo da situação. Basta ver o que aconteceu no GP do Japão e o no GP da China. No GP do Japão quando ficou em desvantagem logo na largada deixou seu ímpeto sobrepujar a sua razão, já na China quando manteve a vantagem foi preciso e absoluto.

Portanto, cabe a Ferrari trabalhar nessas duas semanas que separam o GP da China do GP do Brasil para dar a Felipe Massa um carro competitivo para que force o lado psicológico, ou melhor, o extinto “matador” de Hamilton.

Alem disso existem, a meu ver, dois fatores: O fator “Ice” e o fator “Alonso”. Pelo menos nas duas últimas provas o “Ice” vem se mostrando mais combativo e pode ser um fator importante na dura missão de tornar Massa campeão. A Renault, apesar de estar ainda distante da McLaren e Ferrari, vem crescendo muito na reta final. Não duvido nada que o Alonso tente no treino oficial sair com pouquíssimo combustível para largar na frente, já que em Interlagos existem pontos de ultrapassagem, e assim infernizar um pouco a vida de Hamilton. Quem sabe? ;o)

O retrospecto de Massa em Interlagos não deixa dúvidas, Felipe é o favorito a vitória. Venceu em 2006 e só não venceu em 2007 para ajudar o “Ice” no título em cima do próprio Hamilton.

Agora, se tudo acontecer dentro do normal… Hamilton chega fácil entre os três primeiros. Chega em quarto com os pés nas costas. Chega em quinto sem precisar usar a sexta marcha.

De qualquer maneira cabe a Felipe fazer o que deve ser feito. Vencer e esperar para ver o que acontece. E aos torcedores do Felipe cabe rezar para que Hamilton seja o Hamilton.

I see you later.

Publicada por Enio Oliveira em 22 de Outubro de 2008 às 11:37 pmSem Comentários