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31 de Maio de 2008
Coluna

Quanto bate a saudade

Quando bate a saudade, buscamos na história a razão do nosso viver
Quando bate a saudade, vamos aos livros ler
Quando bate a saudade, tenho vontade de voltar a ser
Quando bate a saudade, tenho vontade de te ver

Quando bate a saudade, ligo a procurar
Quando bate a saudade, tento te achar
Quando bate a saudade, quero te reencontrar
Quando bate a saudade, vou a Interlagos recordar
Quando bate a saudade, vejo a GGOO onde ela deve estar!

Quando bate a saudade, recordo os bons momentos de diversão pela GGOO através dos nossos vídeos e lembranças das grandes corridas que assistimos e nos divertimos juntos.

Quando bate a saudade, em Julho, quero a todos da GGOO reencontrar.

Publicada por Augusto Roque em 31 de Maio de 2008 às 1:06 pmSem Comentários

24 de Maio de 2008
Coluna

Gênio ou fanfarrão?

Como dizem alguns: piloto bom é aquele que chega e já mostra serviço. Nós já vimos:

- Senna quase vencer o GP de Mônaco de 1984;
- Piquet marcar pontos na terceira corrida;
- Emerson ganhar a sua 4º corrida pela Lotus e fazer seu companheiro de equipe campeão (mesmo já falecido)
- Barrichello, fazendo chover no seco e molhado de Doninghton em 1993, onde chegou a andar em segundo atrás de Ayrton Senna e na frente de Alain Prost com a, então, Williams de outro planeta.


Nessa época em nem imaginava que ia ser isso tudo

No começo foi uma assombração, pódios seguidos, vitórias incontestáveis, título de sensação e perda de um título que estava mais ganho do que nunca. Logo o título de Gênio lhe foi dado. Falar de Lewis Hamilton é falar de fatos lato sensu, tudo o que faz atinge grande repercussão. Das brigas com Fernando Alonso às mulheres com quem saiu ou namorou. Em linhas gerais, o piloto inglês adotado desde sempre pela McLaren, mostra-se dono de um enorme talento, daqueles raros.

Mas veio 2008, o ano que deveria ser o da afirmação, vitória no GP da Austrália e depois só erros, rodadas e discrição. Todos aqueles elogios se foram e sobraram as críticas e a inevitável comparação com Fernando Alonso. Será que ele é tão bom ou será que ele absorvia tudo o que o piloto espanhol fazia na equipe?


Mas esse pessoal tá duvidando de mim de novo?

A sua qualidade como piloto é inegável, mas sua capacidade de conduzir uma equipe, por enquanto é infundada, gerando desencontros e mais desencontros.

Por isso deixo a pergunta no ar: Lewis Hamilton é um gênio ou um fanfarrão?

Publicada por Augusto Roque em 24 de Maio de 2008 às 8:11 amSem Comentários

10 de Maio de 2008
Coluna

Hipocrisia Nacional

O recente caso envolvendo o jogador Ronaldo Nazário e os travestis, revela como anda a hipocrisia nacional. Do mesmo jeito que foi chamado de Fenômeno, foi rebaixado ao pior nível pela mesma sociedade que o aclamou.


Da lama ao caos

Da mesma forma que aconteceu com o Guga, com Romário, o Vanderlei Cordeiro de Lima, Daiane dos Santos e diversos esportistas artistas nacionais. Só importa o momento de sucesso, as felicidades. Afinal, quando há uma vitória e uma conquista, a vitória é do brasil, quando acontece uma derrota, a derrota é pessoal. Este também é o caso que envolve Rubens Barrichello. Prestes a completar 257 GPs e ultrapassar a marca de Riccardo Patrese como o piloto com maior número de GP’s disputados, o piloto brasileiro é alvo de piadas, chacotas. Esquecem que quando ele vencia, todos o aplaudiam. Esquecem de tudo em que ele passou para conseguir o seu sucesso. Como bem disse Alain Prost para Fritz Dorey, o Rubinho é um dos três melhores pilotos do mundo, mas que nunca teve carros à altura. E que quando teve, sabotavam. Falou também que bastava dar um carro para ele na chuva que ele ficaria na frente de todo mundo. E nós, brasileiros, ficamos gozando o Rubinho Barrichello. O povo brasileiro, que adora um auto-elogio, deveria analisar todo o histórico, o quanto de sacrifício é feito. Afinal é você, que passa 12 horas treinando Ginástica Artística, por dia? É você que teve que vender um Fiat 147 (o único bem da família) pra poder ter uma carreira? Então, cara pálida, vamos repensar nossas atitudes, valorizar os nossos sucessos e também o sucesso dos outros, sem hipocrisia.

Mas vamos falar de alegrias também, neste final de semana, o automobilismo[bb] brasileiro viverá um momento único em sua vida, Emerson Fittipaldi e Wilson Fittipaldi Jr, voltam a correr juntos. Wilsinho que neste ano completa 50 anos (!) de automobilismo, dividirá um Porsche com Emerson em algumas etapas do campeonato brasileiro de GT3. Interlagos será o palco deste reencontro histórico. Quase o mesmo Interlagos que viu Emerson correr com Copersucar anos atrás.


Interlagos era assim até 1989

Que este reencontro do clã Fittipaldi com o Interlagos, represente muito mais do que só boas lembranças e corridas. Que ele represente o verdadeiro espírito vencedor e empreendedor da família, tanto manchado pela hipocrisia nacional.

Publicada por Augusto Roque em 10 de Maio de 2008 às 10:28 amSem Comentários