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22 de Outubro de 2008
Felipe Massa, Fórmula 1

Negócio da China

Para Hamilton, com o perdão do bordão, foi um negócio da China. Já para Massa foi… Um presente de grego. Foi uma corrida dura, no sentido de dura de engolir mesmo, que teve que depender do seu companheiro de equipe ceder a posição de segundo para livrar mais dois pontos e ainda assim ficar com a desvantagem de sete pontos para seu rival: 94 a 87.

Desde o treino de sexta-feira Hamilton se mostrava absoluto e não foi diferente no treino decisivo de sábado. Foi pole com folga. Na corrida não teve para ninguém, fez o que chamamos aqui no Brasil de barba, cabelo e bigode, ou seja, pole, melhor volta e vitória.

Resta agora apenas uma prova, dez pontos em jogo e uma diferença de sete pontos. Difícil? Sem dúvidas. Impossível? Certamente que não. Por mais que Hamilton se sinta seguro quanto ao título, sempre vai ficar aquela pulga atrás da orelha sobre o que aconteceu no campeonato do ano passado. Os mesmos sete pontos de vantagem sobre o piloto da Ferrari, que na ocasião era o Kimi, o mesmo circuito. Perdeu o campeonato por um pontinho e acabou voltando para casa com o vice.

Não podemos esquecer também que Hamilton reage diferentemente dependendo da situação. Basta ver o que aconteceu no GP do Japão e o no GP da China. No GP do Japão quando ficou em desvantagem logo na largada deixou seu ímpeto sobrepujar a sua razão, já na China quando manteve a vantagem foi preciso e absoluto.

Portanto, cabe a Ferrari trabalhar nessas duas semanas que separam o GP da China do GP do Brasil para dar a Felipe Massa um carro competitivo para que force o lado psicológico, ou melhor, o extinto “matador” de Hamilton.

Alem disso existem, a meu ver, dois fatores: O fator “Ice” e o fator “Alonso”. Pelo menos nas duas últimas provas o “Ice” vem se mostrando mais combativo e pode ser um fator importante na dura missão de tornar Massa campeão. A Renault, apesar de estar ainda distante da McLaren e Ferrari, vem crescendo muito na reta final. Não duvido nada que o Alonso tente no treino oficial sair com pouquíssimo combustível para largar na frente, já que em Interlagos existem pontos de ultrapassagem, e assim infernizar um pouco a vida de Hamilton. Quem sabe? ;o)

O retrospecto de Massa em Interlagos não deixa dúvidas, Felipe é o favorito a vitória. Venceu em 2006 e só não venceu em 2007 para ajudar o “Ice” no título em cima do próprio Hamilton.

Agora, se tudo acontecer dentro do normal… Hamilton chega fácil entre os três primeiros. Chega em quarto com os pés nas costas. Chega em quinto sem precisar usar a sexta marcha.

De qualquer maneira cabe a Felipe fazer o que deve ser feito. Vencer e esperar para ver o que acontece. E aos torcedores do Felipe cabe rezar para que Hamilton seja o Hamilton.

I see you later.

Publicada por Enio Oliveira em 22 de Outubro de 2008 às 11:37 pmSem Comentários

30 de Agosto de 2008
Felipe Massa, Ferrari, Fórmula 1

Esperança Renovada

Depois de uma grande frustração sentida na prova anterior, Felipe Massa se redime com uma vitória contundente diante de seus adversários. Fez o que todo piloto sonha em uma prova, pole position, melhor volta e vitória. Psicologicamente essa foi, talvez, a prova mais importante da temporada para Felipe.

Massa chegou no circuito de Valência sob pressão, sabendo que não poderia deixar de vencer a prova por dois motivos: primeiro para não deixar que Hamilton e Kimi disparassem em pontos no campeonato e segundo por que a Ferrari não havia decidido quem seria o primeiro piloto da equipe.

Com a vitória Massa ficou a 6 pontos de Hamilton e abriu 7 pontos do Kimi. Restando apenas 6 provas para o final do campeonato não será mais possível a Ferrari dividir a atenção entre os seus dois pilotos. Como todos sabem Hamilton tem o total apoio da McLaren e caminha firme para conquista do campeonato.

Em recente entrevista Stefano Domenicali, chefe esportivo da Ferrari, disse “se necessário, Kimi Raikkonen deverá ajudar Massa no restante do campeonato”. Portanto, parece claro que a Ferrari já se decidiu por Felipe, que aliás vem se mostrando ser o piloto mais adaptado ao F1 2008. A decisão é mais que acertada, espero que não tardia, diante dos números:

Vitórias: 4 a 2 em favor de Massa;

Poles: 4 a 2 em favor de Massa;

Posição no grid: 8 a 4 em favor de Massa;

Posição de chegada: 7 a 5 em favor de Massa;

Voltas mais rápidas: 7 a 1 em favor do Kimi.

Esse detalhe das voltas mais rápidas é o que define a diferença entre os dois, estilo de pilotagem.

Kimi é rapidíssimo, agressivo. Velocidade bruta.

Felipe é mais refinado, determinado, de condução mais limpa.

Para entender bem a diferença de estilo basta olhar as estatísticas da F1. Ayrton Senna, por exemplo, é apenas o 12º no ranking de voltas rápidas enquanto o Mansell (O Leão, lembra?) é o 4º. Mas em vitórias Senna bate o Mansell com 41 contra 31.

O que realmente preocupa é se a Ferrari vai oferecer condições para que Felipe vença o campeonato. Do início da temporada até agora o que se viu foi uma série de erros e trapalhadas da equipe italiana. Na estréia, equívocos na relação de marchas do carro de Felipe Massa e a perda de pressão do motor de Raikkonen; estratégia da corrida de Mônaco com um pit stop mal calculado para Massa e o stop and go de Raikkonen. Por terem demorado demais na colocação dos pneus no grid, duplo estouro de motor: uma com o Massa e no GP seguinte com o Kimi. Para a Ferrari a cota de bobagens já se esgotou.

É chegada a hora da verdade e Felipe vê a sua esperança renovada. Resta a nós brasileiros torcermos para que equipe italiana faça a sua parte, por que o Felipe vem fazendo a dele de forma espetacular.

I see you later.

Publicada por Enio Oliveira em 30 de Agosto de 2008 às 11:49 amSem Comentários

12 de Maio de 2008
Felipe Massa, Ferrari, Fórmula 1, Turquia

Uma prova cerebral


1, 2, 3…!

Finalmente uma prova com alguma emoção. Foi realmente palpitante ver a perseguição implacável de Hamilton em cima de Massa. Parece-me que a questão principal para o melhor equilíbrio da prova foram os pneus. Perai rapá, o Hamilton estava mais leve que o Massa! Ok, ok, está correto, mas quando britânico passou a usar os pneus moles no trecho final ele tomou um calor danado do Kimi.

A Ferrari optou por pneus moles nos dois primeiros trechos e a McLaren fez justamente ao contrário. A equipe do Cavallino Rampante fez as tradicionais duas paradas enquanto a McLaren optou por passar 3 vezes pelos boxes. Resultado: Hamilton, que havia dito que iria empurrar a Ferrari na corrida, simplesmente vôou na pista! Não só empurrou como ultrapassou Massa e abriu uma bela vantagem.

Certamente a Ferrari foi surpreendida com essa tática, tanto que a diferença entre os líderes só foi não passou de três segundos em nenhum momento da prova. Até então, pairava a dúvida sobre a cabeça dos engenheiros se o rendimento da McLaren com pneus moles seria equivalente ao com pneus duros. Se assim o fosse o resultado seria certamente diferente. Mas não foi :o)
Para Felipe essa prova, além de decisiva para o campeonato, foi histórica. O piloto mostrou personalidade e cabeça fria para suportar a pressão do Lewis Hamilton e não lutar pela primeira posição, sabendo que ele teria que fazer uma parada a mais. Usou a cabeça, assim como o seu companheiro (e principal rival) para chegar à vitória e marcar vinte e oito pontos em três provas. Uma média de campeão! Agora a diferença é de apenas sete pontos para o líder Kimi.

O último piloto a conseguir a proeza de fazer a pole e vencer três vezes o mesmo GP foi Michael Schumacher e essa façanha foi conseguida por apenas quatro pilotos na história[bb] da Fórmula 1. Massa então é o quinto piloto a escrever o seu nome na história ao lado de Ayrton Senna (três vezes), Jim Clark, Juan Manuel Fangio e Michael Schumacher (duas vezes). Agora um pequeno detalhe: todos eles foram campeões mundiais com exceção do Massa, ainda. Seria um presságio?

Hamilton não foi menos brilhante que Massa, lembrou a estrela de 2007, guiando com arrojo e competência. Botou uma pressão enorme no piloto da Ferrari, que teve que conduzir no limite extremo e mostrou que ainda está vivo na disputa, empatado na vice-liderança do campeonato, mas com uma vitória a menos. Nas duas próximas corridas, onde a Ferrari teve uma dificuldade grande no ano passado, vai colocar mais pressão ainda.

Barrichello festejou seus 257 GPs com uma corrida para esquecer. “Nossa corrida foi frustrante”, afirmou. “Infelizmente, não tínhamos ritmo para competir, e, em termos gerais, estou desapontado com o desempenho do carro. Tive problemas de saída de frente, além do tráfego em meu primeiro trecho da prova“, continuou.

Piquet Jr. apresentou mais uma performance decepcionante. Se ele não botar as barbas (nem isso a criatura tem) de molho, vai rodar e não demora. O pior de tudo é que ele achou seu desempenho bom (sic), pode?

Gostei da minha performance hoje“, afirmou o brasileiro. “O mais importante, porém, é que ganhei mais experiência. Queria ter chegado em uma posição melhor, mas acho que o resultado foi determinado pela colocação no grid de largada. Mas vou aproveitar tudo que aprendi para usar em Mônaco. A corrida lá deverá ser emocionante“, destacou. Alguém tem que avisar ao rapaz que na F1 o buraco é mais embaixo e paciência do povo é curtinha, curtinha.

Publicada por Enio Oliveira em 12 de Maio de 2008 às 7:15 pmSem Comentários