Fórmula 1
Ferrari, mais uma vez
A Ferrari, mais uma vez, falha e complica a vida do Felipe Massa na busca do título Mundial. A chance desperdiçada no GP de Cingapura pode custar muito caro. Massa, que tinha 1 ponto de desvantagem para Hamilton viu ao final da prova essa diferença crescer para 7 pontos (84 contra 77).
Pior que isso é fato de que já não depende mais do Felipe Massa para que ele seja campeão. Basta Hamilton chegar nas três provas que restam na segunda colocação para que ele seja campeão, mesmo que o Massa vença todas.
É situação se complicou? Sem dúvidas, mas o título ainda é possível. Afinal de contas ainda restam 30 pontos em jogo. O Felipe vai precisar mais do que nunca da ajuda de Kimi para ser campeão. A pergunta é: ‘E ele vai ajudar?’ Pelo que vimos até agora a resposta me parece óbvia.
Felipe terá que assumir o papel de líder dentro da equipe para conseguir reverter a situação de descontrole que assola o time italiano nessa temporada. E a retrospectiva da equipe Ferrari na temporada é desastrosa, então vamos tentar enumerar as falhas do time:
- Austrália: Quebrou o motor dos carros dos dois pilotos.
- Mônaco: Os mecânicos instalaram os pneus na Ferrari de Raikkonen, no grid, além do tempo permitido e teve de cumprir drive-through.
- Montreal: O sistema de reabastecimento de Massa não funcionou, precisou regressar aos boxes e caiu para último.
- França: O escapamento do motor do Kimi se rompeu.
- Grã-Bretanha: Não substituíram os pneus intermediários por outros novos dos dois pilotos no pit stop. Os dois pilotos mal ficavam na pista molhada.
- Hungria: O motor de Massa quebrou faltando 3 voltas para fim.
- Valência: Foi a vez do motor do Kimi explodir. Foi nessa prova também que o finlandês arrancou com o sinal vermelho (o tal do pirulito eletrônico) nos boxes e feriu um mecânico.
- Monza: Troca de motor na Ferrari de Massa, queimando um coringa que tinha direito.
- Cingapura: O famigerado “pirulito eletrônico” que a Ferrari inventou e até agora se mostrou ser mais um problema do que uma solução.
Na verdade, essas lambanças são reflexos da desorganização interna em que vive a escuderia de maior orçamento da F1. Creio que a saída de Jean Todt do comando da Ferrari faça mais falta que a saída de Schumacher. As decisões que são necessárias em uma prova de F1 são inúmeras: Quantos pit stops fazer? Quando fazê-los? Quais compostos utilizar antes ou depois? Como jogar com os dois pilotos para favorecer a equipe? E por ai vai.
O que vai ficar nos anais da história do primeiro GP de F1 noturno, a corrida de número 800 não é o papelão promovido pela equipe de Maranello e sim a vitória consagradora de Fernando Alonso que não vencia havia um ano. A primeira vitória da equipe Renault na temporada, que não vencia desde 2006.
O que esperar então? Bem, no mínimo um final de campeonato inesquecível.
