Felipe Massa, Fórmula 1
Negócio da China
Para Hamilton, com o perdão do bordão, foi um negócio da China. Já para Massa foi… Um presente de grego. Foi uma corrida dura, no sentido de dura de engolir mesmo, que teve que depender do seu companheiro de equipe ceder a posição de segundo para livrar mais dois pontos e ainda assim ficar com a desvantagem de sete pontos para seu rival: 94 a 87.

Desde o treino de sexta-feira Hamilton se mostrava absoluto e não foi diferente no treino decisivo de sábado. Foi pole com folga. Na corrida não teve para ninguém, fez o que chamamos aqui no Brasil de barba, cabelo e bigode, ou seja, pole, melhor volta e vitória.
Resta agora apenas uma prova, dez pontos em jogo e uma diferença de sete pontos. Difícil? Sem dúvidas. Impossível? Certamente que não. Por mais que Hamilton se sinta seguro quanto ao título, sempre vai ficar aquela pulga atrás da orelha sobre o que aconteceu no campeonato do ano passado. Os mesmos sete pontos de vantagem sobre o piloto da Ferrari, que na ocasião era o Kimi, o mesmo circuito. Perdeu o campeonato por um pontinho e acabou voltando para casa com o vice.
Não podemos esquecer também que Hamilton reage diferentemente dependendo da situação. Basta ver o que aconteceu no GP do Japão e o no GP da China. No GP do Japão quando ficou em desvantagem logo na largada deixou seu ímpeto sobrepujar a sua razão, já na China quando manteve a vantagem foi preciso e absoluto.
Portanto, cabe a Ferrari trabalhar nessas duas semanas que separam o GP da China do GP do Brasil para dar a Felipe Massa um carro competitivo para que force o lado psicológico, ou melhor, o extinto “matador” de Hamilton.
Alem disso existem, a meu ver, dois fatores: O fator “Ice” e o fator “Alonso”. Pelo menos nas duas últimas provas o “Ice” vem se mostrando mais combativo e pode ser um fator importante na dura missão de tornar Massa campeão. A Renault, apesar de estar ainda distante da McLaren e Ferrari, vem crescendo muito na reta final. Não duvido nada que o Alonso tente no treino oficial sair com pouquíssimo combustível para largar na frente, já que em Interlagos existem pontos de ultrapassagem, e assim infernizar um pouco a vida de Hamilton. Quem sabe? ;o)

O retrospecto de Massa em Interlagos não deixa dúvidas, Felipe é o favorito a vitória. Venceu em 2006 e só não venceu em 2007 para ajudar o “Ice” no título em cima do próprio Hamilton.
Agora, se tudo acontecer dentro do normal… Hamilton chega fácil entre os três primeiros. Chega em quarto com os pés nas costas. Chega em quinto sem precisar usar a sexta marcha.
De qualquer maneira cabe a Felipe fazer o que deve ser feito. Vencer e esperar para ver o que acontece. E aos torcedores do Felipe cabe rezar para que Hamilton seja o Hamilton.
I see you later.
