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30 de Agosto de 2008
Felipe Massa, Ferrari, Fórmula 1

Esperança Renovada

Depois de uma grande frustração sentida na prova anterior, Felipe Massa se redime com uma vitória contundente diante de seus adversários. Fez o que todo piloto sonha em uma prova, pole position, melhor volta e vitória. Psicologicamente essa foi, talvez, a prova mais importante da temporada para Felipe.

Massa chegou no circuito de Valência sob pressão, sabendo que não poderia deixar de vencer a prova por dois motivos: primeiro para não deixar que Hamilton e Kimi disparassem em pontos no campeonato e segundo por que a Ferrari não havia decidido quem seria o primeiro piloto da equipe.

Com a vitória Massa ficou a 6 pontos de Hamilton e abriu 7 pontos do Kimi. Restando apenas 6 provas para o final do campeonato não será mais possível a Ferrari dividir a atenção entre os seus dois pilotos. Como todos sabem Hamilton tem o total apoio da McLaren e caminha firme para conquista do campeonato.

Em recente entrevista Stefano Domenicali, chefe esportivo da Ferrari, disse “se necessário, Kimi Raikkonen deverá ajudar Massa no restante do campeonato”. Portanto, parece claro que a Ferrari já se decidiu por Felipe, que aliás vem se mostrando ser o piloto mais adaptado ao F1 2008. A decisão é mais que acertada, espero que não tardia, diante dos números:

Vitórias: 4 a 2 em favor de Massa;

Poles: 4 a 2 em favor de Massa;

Posição no grid: 8 a 4 em favor de Massa;

Posição de chegada: 7 a 5 em favor de Massa;

Voltas mais rápidas: 7 a 1 em favor do Kimi.

Esse detalhe das voltas mais rápidas é o que define a diferença entre os dois, estilo de pilotagem.

Kimi é rapidíssimo, agressivo. Velocidade bruta.

Felipe é mais refinado, determinado, de condução mais limpa.

Para entender bem a diferença de estilo basta olhar as estatísticas da F1. Ayrton Senna, por exemplo, é apenas o 12º no ranking de voltas rápidas enquanto o Mansell (O Leão, lembra?) é o 4º. Mas em vitórias Senna bate o Mansell com 41 contra 31.

O que realmente preocupa é se a Ferrari vai oferecer condições para que Felipe vença o campeonato. Do início da temporada até agora o que se viu foi uma série de erros e trapalhadas da equipe italiana. Na estréia, equívocos na relação de marchas do carro de Felipe Massa e a perda de pressão do motor de Raikkonen; estratégia da corrida de Mônaco com um pit stop mal calculado para Massa e o stop and go de Raikkonen. Por terem demorado demais na colocação dos pneus no grid, duplo estouro de motor: uma com o Massa e no GP seguinte com o Kimi. Para a Ferrari a cota de bobagens já se esgotou.

É chegada a hora da verdade e Felipe vê a sua esperança renovada. Resta a nós brasileiros torcermos para que equipe italiana faça a sua parte, por que o Felipe vem fazendo a dele de forma espetacular.

I see you later.

Publicada por Enio Oliveira em 30 de Agosto de 2008 às 11:49 amSem Comentários

3 de Agosto de 2008
Fórmula 1

Quem sabe…

Simplesmente frustrante. Essa é a frase que resume o GP da Hungria. Massa foi simplesmente espetacular! Há muito não se via um piloto com a determinação e arrojo que o Felipe demonstrou nessa prova. Depois de uma manobra e um rendimento digno de um verdadeiro campeão fica o amargo sabor da decepção de um piloto que realmente merecia a vitória.


Massa volta a pé depois de abandonar a corrida

Mas como todos sabem o automobilismo é assim mesmo, não depende somente do piloto, têm outras variáveis que compõe o esporte. Para Felipe resta apenas a certeza que pode ser campeão do mundo na F1. Talento ele tem. Agora é erguer a cabeça, sacudir a poeira e partir com a confiança e respeito, que com certeza conquistou diante de todos aqueles que sabem reconhecer um piloto que quer e pode ser campeão. Pelo menos fica a impressão que a Ferrari reencontrou o caminho das pedras e iguala as coisas com a McLaren.

Se para Massa foi um prejuízo daqueles, afinal ele sairia como líder isolado do campeonato e com 11 pontos de frente para seu compadecido companheiro de equipe, para o Ice foi como uma brisa refrescante no quente circuito da Hungria. Mesmo com a 3ª posição no pódio, creio que a imprensa italiana não vá poupar críticas ao homem de gelo.

Essa foi a 161ª vitória da McLaren, a primeira do Finlandês Kovalainen e de quebra levou a McLaren a segunda posição no campeonato de construtores com 100 pontos, 11 pontos apenas atrás da Ferrari.

Motivos para sorrir? Só mesmo o Hamilton. Afinal ele saiu do GP da Hungria ainda como líder do campeonato com 62 pontos, mesmo chegando em 5º, seguido por Kimi com 57 e Massa com 54 pontos. Quem disse que ele não tem sorte?


Kovalainen comemora sua vitória

Belo trabalho também de Nelsinho Piquet que com firmeza marcou a 6ª posição, marcando importantes pontos para Renault.

Não podemos deixar de destacar a expressiva melhora dos carros da Toyota que com o Timo Glock conquistou a segunda posição do grid e seu primeiro pódio e a 7ª posição do Trulli.

Agora teremos o GP da Europa, em Valência, 12ª prova do calendário restando 7 provas.

Está tudo aberto! Mas sendo um pouco otimista, quem sabe isso tudo não está acontecendo para que o Massa seja campeão aqui no Brasil?

Quem sabe…

Publicada por Enio Oliveira em 3 de Agosto de 2008 às 8:55 pmSem Comentários

25 de Julho de 2008
Fórmula 1

Nelsinho foi Massa

Esse é, sem sombra de dúvidas, um campeonato que não tem como fazer qualquer previsão de quem será o campeão. Graças a Deus!

Toda prova somos surpreendidos, seja ela provocada pelos pilotos, pelos seus bólidos, pelo clima, pela temperatura e etc.

- Opa, peraí meu que conversa é essa? Sempre foi assim, não foi?

Está certo, mas na era Schumacher isso não acontecia com a freqüência em que acontece hoje, apesar de todos esses ingredientes existirem.

- E daí?

Bom, e daí que, com o perdão aos torcedores do alemão, a F1 ganhou muito em emoção depois de sua aposentadoria.

Foi um GP que parecia fadado à monotonia tamanho era o domínio do Hamilton com sua rapidíssima McLaren. Ainda bem que apenas parecia. Com a intervenção do safety car em função do forte acidente de Timo Glock na volta 36 a corrida tomou novos ares.

Primeiro com a mancada da McLaren que não chamou o Lewis para o pit enquanto a maioria o fez. Resultado, o Hamilton teve que fazer mais uma parada voltando em quinto e tendo que fazer uma prova alucinante e arriscada para recuperar a primeira posição e vencer.

Segundo foi a estratégia que o Nelsinho escolheu de uma parada que lhe proporcionou a oportunidade única de sair do fundão e ficar entre os primeiros. Que o Nelsinho teve sorte, não tenho dúvidas, mas também teve competência para se manter a frente de carros melhores e sem cometer erros. E essa “vitória” veio na hora certa.

Terceiro foi o rendimento pífio da Ferrari. Não só tomou um baile da McLaren como não teve fôlego para chegar na limitada Renault, bom para o Nelsinho. A Ferrari se perdeu e vai ter que remar para poder vencer novamente. O que me parece é que o problema da Ferrari é mais estrutural do que técnico. Em um esporte onde os investimentos são milionários e os resultados são expressos em milésimos de segundo não é aceitável a equipe entregar pontos importantes por erros primários. Imaginem o que está rolando nos bastidores da Ferrari por melhores resultados.

Mesmo assim tivemos a grande alegria de ver novamente dois brasileiros no pódio, o que não acontecia havia 17 anos. A última vez que isso ocorreu foi em 91, GP da Bélgica, com a vitória do Senna e o terceiro lugar do Nelson Piquet pai. Eu me lembro dessa corrida e no final tínhamos uma chance de ter um pódio com três brasileiros. Isso porque quem chegou em segundo foi o Berger, de McLaren, e em quarto foi o Roberto Pupo Moreno, que era companheiro de equipe do Nelson Piquet na Benetton. Como o Berger era um cara que sempre quebrava eu torci muito por um pódio triplamente brasileiro.

Mas a grande pergunta é: Qual seria o pulo do gato da McLaren?

O principal assunto discutido no meio é o tal do Sistema Manual de Gerenciamento do Motor. O que seria isso? A grosso modo seria a possibilidade dos pilotos da McLaren alterarem o setup do motor manualmente de acordo com sua necessidade.

- Ué, mas isso já não existia nos outros carros da F1? Os pilotos não podem mudar o giro do motor para poupá-lo?

Sim, mas esse sistema é muito mais que isso! O piloto pode, por exemplo, alterar manualmente a tração do carro nas curvas de baixa velocidade.

- Eu sabia! A McLaren já está trapaceando.

Pelo contrário, é totalmente legal. Antes de o sistema ser usado a McLaren recebeu o aceite do Charlie Whiting. Afinal de contas todo mundo está de olho na McLaren depois do escândalo de espionagem do ano passado.

O engraçado de tudo isso é que o sistema foi implantado no GP da França! Só que, como isso não surtiu um efeito imediato não virou notícia. E não é só isso, houve várias melhorias aerodinâmicas que combinadas com esse sistema resultou em duas vitórias seguidas, Silverstone e Hockenheim e provavelmente vencerá na Hungria. Uma coisa é certa: no momento a Ferrari ficou para trás.

Publicada por Enio Oliveira em 25 de Julho de 2008 às 6:48 pmSem Comentários